A inteligência artificial em favor da saúde

Em nosso último artigo, quando falamos de diagnóstico para doenças inflamatórias intestinais, citamos o avanço que promete ser a inteligência artificial (IA). No artigo de hoje vamos retomar esse assunto, pois esse sistema digital que opera dados quase que autonomamente vai revolucionar a precisão e a rapidez dos diagnósticos.

O que a inteligência artificial é capaz de fazer, que o ser humano não é, é armazenar bilhões de informações, imagens ou padrões. Com isso, ao submetermos uma imagem ao sistema, ele é capaz de detectar uma doença de forma mais acurada.

A Google vem realizando essas experiências e ajudando grupos de médicos pesquisadores ao redor do mundo. Em um estudo, submeteram mais de 250 mil imagens da retina de pacientes ao sistema, que “aprendeu” a reconhecer os padrões que indicam que um paciente sofre com pressão alta e pode evoluir para um derrame.

A quantidade de informações a respeito de doenças e seu desenvolvimento no corpo humano, até o século passado, ficava restrita aos livros e ao quanto a capacidade do cérebro humano podia processar e guardar. Para cada autor de livros e artigos, o número de casos vistos era limitado. Imagine para um médico, em seu consultório, consultar centenas de livros para desvendar um único sintoma?

Com o desenvolvimento da inteligência artificial não há limite para armazenar e processar informações. É possível, por exemplo, guardar todos os sintomas relatados no primeiro ano do desenvolvimento de um determinado tipo de câncer de intestino em todos os pacientes de um país. E, estabelecer um padrão que ajudaria no diagnóstico mais rápido.

Isso para falar de uma solução simples. Conexões entre mutações genéticas e as doenças, por exemplo, sem a IA, gastariam décadas (ou séculos) do trabalho de muitos cientistas – coletando informações e as associando. Imagine como teria que ser feita a coleta de dados para um país inteiro, do tamanho do Brasil?

A inteligência artificial também é útil, nesse sentido, para possibilitar tais pesquisas diminuindo sensivelmente seu custo. Na Inglaterra, o BioBank conserva congeladas amostras de sangue, urina e saliva de mais de 500 mil pessoas. Qualquer cientista poderia ter acesso a esse enorme “banco de dados” para pesquisas inimagináveis, sem se deslocar de seu laboratório. E imagine quantos dados podem ser fornecidos não só para a Medicina.

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